sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Recife de Coral

Os recifes de coral são ecossistemas extremamente antigos, frágeis e muito ricos em biodiversidade. Ocupam 1% do volume oceânico e, no entanto, abrigam cerca de ¾ da comunidade oceânica. Sua conservação é condição indispensável para a sobrevivência deste grande número de animais marinhos.
 
Uma associação simbiótica entre um animal sedentário (cnidário) e um vegetal fotossintetizante (micro-alga), fornece a base para as maiores construções já realizadas pela vida sobre o planeta. Um exemplo marcante é Grande Barreira de Coral, na Austrália. A pequena alga fotossintetizante fornece boa parte do alimento para o coral, enquanto recebe proteção e nutrientes do mesmo. Assim, os dois coexistem há milhões de anos, construindo formações que abrigam diversas formas de vida e criando uma verdadeira floresta submarina, com biodiversidade comparável à das florestas tropicais com uma riqueza de cor e de vida inigualáveis, proporcionando proteção, abrigo e fonte de alimentação. A parte viva do coral é apenas a camada superficial e a restante é o “esqueleto” dessa colônia.
 
Qualquer distúrbio em seu ambiente pode frear seu crescimento e matar muitas outras formas de vida que deles dependem, direta ou indiretamente.
 
Os corais são organismos que precisam de muita luz solar e, por isso, ocorrem principalmente em mares tropicais e semitropicais, em águas muito limpas, transparentes e mornas. A principal razão pela qual não há maior ocorrência de recifes de coral no nosso litoral é a turbidez das águas costeiras, fruto da imensa carga de sedimentos carregados para a costa por inúmeros e extensos rios. No litoral brasileiro existem algumas formações coralinas, entre as quais, destacam-se: Abrolhos, Atol das Rocas e Parcel Manoel Luís, todas na região nordeste.
 
Em muitas partes do mundo, a principal causa de destruição dos recifes de coral está ligada à acentuada erosão continental causada pelo desmatamento. Recentemente, constatou-se uma nova ameaça aos recifes de coral, o “bleaching” ou embranquecimento, que parece estar relacionado ao efeito estufa e, conseqüentemente, ao aumento da temperatura do planeta e dos mares. Além dessas, outras causas da destruição dos recifes de coral são: a extração dos mesmos para a confecção de jóias, calcáreo, decoração, aquariofilia, além da pesca predatória e da poluição das águas.
 
É nos recifes de coral que encontramos os animais mais coloridos, com cores vibrantes. Aí, eles encontram lugares para se refugiar, se abrigar, podendo, com uma certa comodidade exibir suas beleza. Nos oceanos, o que predomina são animais que procuram se mimetizar com as cores do lugar que habitam, confundindo-se com o ambiente e o próximo tanque nos mostra bem isto, a uniformidade de cores.
http://aquariodeubatuba.com.br/2013/07/03/recife-de-coral/

Manguezal

O manguezal é um ecossistema costeiro, típico de zonas tropicais e subtropicais.
 
Ponto de ligação entre os ambientes: marinho, terrestre e de água doce.
 Origina-se a partir do encontro das águas doces dos rios e salgadas dos mares, formando a água salobra, em ambientes de intensa deposição, como fundos de baía, estuários e reentrâncias da costa, onde a velocidade das correntes é reduzida, favorecendo a deposição de sedimentos. Durante a maré alta, quando as águas se misturam, e ficam com um teor mais alto de sal, há uma alteração no pH da água doce, provocando ou favorecendo a junção e a concentração de partículas de argila, sedimentos e de matéria orgânica, que são geralmente trazidos pelos rios e que se depositam sobre as margens, formando um solo pouco compactado, movediço, mole, rico em matéria orgânica em decomposição e, conseqüentemente, pouco oxigenado — o oxigênio é totalmente retirado por bactérias que o utilizam para decompor a matéria orgânica. O baixo teor de oxigênio e a variação da salinidade são características de todas estas regiões, proporcionando o desenvolvimento de flora e fauna exclusivas.
 O manguezal colabora para o enriquecimento das águas marinhas com sais nutrientes e matéria orgânica e está entre os principais responsáveis pela manutenção de boa parte das atividades pesqueiras das regiões tropicais.
 Ao contrário de outras florestas, os manguezais não são ricos em espécies, porém destacam-se pela grande abundância das populações que neles vivem. Podem ser considerados uns dos ambientes naturais mais produtivos do Brasil. Somente três árvores constituem as florestas de mangue: o mangue vermelho ou bravo, o mangue branco e omangue preto. Apresentam uma série de adaptações: raízes respiratórias, capacidade de ultrafiltragem da água salobra e eliminação de sal; e germinação em plântulas na planta mãe, para serem posteriormente dispersas pela água. A flora do manguezal pode ser acrescida de poucas espécies, como samambaia, bromélias e hibisco.
 A típica vegetação desempenha papel importante, evitando o assoreamento de extensas áreas litorâneas, devido à sua localização fronteiriça entre os diversos ambientes —mar, rio, lagoas, terra e a estrutura arquitetônica de suas árvores — protegendo as regiões costeiras  e a bacia hidrográfica contra a ação das ondas do mar, o que poderia desencadear processos erosivos Ao longo dos rios, fornece proteção contra as enchentes, diminuindo a força da inundação.
 Quanto à fauna, destacam-se várias espécies de caranguejos. As ostras, mexilhões, berbigões e cracas se alimentam filtrando a água. Os camarões também entram nos mangues durante a maré alta para se alimentar. Muitas das espécies de peixes do litoral brasileiro dependem das fontes alimentares do manguezal, pelo menos na fase jovem. Entre eles estão bagres, robalos, manjubas e tainhas. A riqueza de peixes atrai predadores, como algumas espécies de tubarões, cações e até golfinhos. 
 Aves típicas são poucas, entretanto, algumas espécies, com garças e socós usam as árvores do mangue como pontos de observação, de repouso e de nidificação. Estas aves se alimentam de peixes, crustáceos e moluscos. Entre os mamíferos, podem ser encontrados o coati, lontra, e guaxinim, ou mão pelada.
 A típica vegetação desempenha papel importante como “fixadora de terras”, funcionando com verdadeiro quebra-mar, evitando o assoreamento de extensas áreas litorâneas, devido à sua localização fronteiriça entre os diversos ambientes —mar, rio, lagoas, terra e a estrutura arquitetônica de suas árvores — protegendo as regiões costeiras  e a bacia hidrográfica contra a ação das ondas do mar, o que poderia desencadear processos erosivos Ao longo dos rios, fornece proteção contra as enchentes, diminuindo a força da inundação, preservando os campos agriculturáveis.
Menosprezado no passado, o manguezal foi durante muito tempo considerado um ambiente inóspito pela presença constante de borrachudos, mosquitos pólvora e mutucas. As florestas escuras, barrentas, sem atrativos estéticos, e infectadas por insetos molestantes fizeram com que, até meados da década de 70, se pensasse que o progresso do litoral marinho fosse equivalente a praias limpas, aterros saneados, portos confinados por concreto e experimentos de cultivo para aproveitar os terrenos dos velhos manguezais. Embora seja grande a importância econômica e social do manguezal, este enfoque foi em parte responsável pela construção de portos, balneários e rodovias costeiras em suas áreas, diminuindo a extensão dos mangues.Embora protegido por lei, o manguezal ainda sofre com a destruição gratuita, poluição doméstica e química das águas, derramamentos de petróleo e aterros mal planejados.

Ambiente Marinho

Os mares e oceanos ocupam 3/4 da Terra, cobrindo aproximadamente 70% (setenta por cento) da superfície do nosso planeta. Apresentam uma profundidade media de 4km, sendo que a Fenda das Marianas, no Oceano Pacifico, tem cerca de 11km de profundidade. 

Os principais fatores abióticos no ambiente marinho são: luz, temperatura, salinidade e pressão hidrostática.

Quando comparamos o ambiente marinho com o terrestre encontramos uma variação menor no que diz respeito a esses fatores. A temperatura e a salinidade podem ser apontadas como os dois principais fatores abióticos das massas d’água oceânicas. 

A temperatura superficial da água varia de acordo com as estações do ano e com a latitude; porém, essa variação é menor do que a observada em ambientes terrestres, pois, os oceanos retêm maior quantidade de calor, que é liberado mais vagarosamente do que na terra. 

A salinidade média do mar é de 3,5% (35 partes por mil). Em regiões costeiras, normalmente é menor e tende a apresentar uma variação maior, já que sofre também a influência de rios e da água da chuva proveniente da costa.

Podemos classificar o ambiente marinho quanto à:


Penetração da luz:

- Zona Eufótica: bem iluminada e por isso rica em algas (seres autótrofos) e animais. 

- Zona Disfótica: pouco iluminada; a "perda" da luminosidade ocorre devido a absorção mais rápida dos comprimentos de onda longos (vermelho e amarelo) e mais lenta dos comprimentos de onda curtos (verde e azul). 

- Zona Afótica: iluminação totalmente ausente e nenhuma forma de vida capaz de realizar fotossíntese; encontrados apenas seres heterótrofos. 
Profundidade:

- Zona Litorânea ou Zona entre marés: região afetada pelas flutuações das marés, ora emersa, ora submersa; é bem iluminada, oxigenada e rica em nutrientes; são abundantes os organismos fixados em rochas, como, cracas e mexilhões, altamente adaptados para este modo de vida. 

- Zona Nerítica: região do mar sobre a plataforma continental; sua profundidade aumenta gradativamente, indo até cerca de 200 metros de profundidade; é a zona de maior importância econômica, pela riqueza imensa de plâncton e nécton, principalmente grandes cardumes de peixe.

- Zona Oceânica ou Zona Batial: corresponde ao declive, acentuado, que ocorre após a plataforma continental: de 200 a 2.000 metros de profundidade, ocupando o chamado talude continental; devido à ausência de luz não existem algas e os animais são reduzidos;

- Zona Abissal: região de água pouco movimentada e uniformemente fria e onde não penetra luz; estende-se de 2000 metros até as maiores profundezas, com algumas espécies extremamente adaptadas às grandes pressões, à ausência total de luminosidade e à conseqüente escassez de alimento; restos orgânicos das camadas superiores caem lentamente em direção ao fundo, proporcionando, o aproveitamento da matéria orgânica pelos animais das camadas inferiores, inclusive servindo como alimento para os animais saprófitos e as bactérias decompositoras; os animais dessa região apresentam bioluminescência, têm visão muito sensível, capaz de responder a pequenos estímulos luminosos e formas bizarras, como boca e dentes grandes para facilitar a captura das presas e estômago dilatável. 

Ecologicamente os organismos marinhos podem ser divididos em:

- Plâncton: formado por organismos que vivem em suspensão na água e são arrastados pelas ondas e correntes; dividem-se em fitoplâncton representado por organismos capazes de realizar fotossíntese e, portanto, produtores da cadeia alimentar e responsáveis pela produção de mais de 90% do oxigênio liberado no planeta ( algas ) e zooplâncton, representado por organismos heterótrofos (larvas de muitos invertebrados, de peixes, pequenos crustáceos, etc,) consumidores primários e secundários da cadeia alimentar e que servem de alimento para diversos outros animais. 

- Bentos: formado por organismos que vivem fixos (sésseis) ao substrato ou dependem dele para sua sobrevivência, é representado por inúmeras algas e por uma gama variada de invertebrados (esponjas-do-mar, anêmonas-do-mar, corais, vermes, diversos moluscos, caranguejos, siris, estrelas-do-mar, ouriços-do-mar, ascídeas, etc.) e de peixes (néon-goby, maria-da-toca, etc.). 

- Nécton: formado por organismos de vida livre que conseguem vencer as correntezas; é representado basicamente pelos polvos e lulas (cefalópodos), peixes, mamíferos marinhos (baleias, golfinhos, focas, etc) e aves marinhas. 

Podemos dividir, ainda, o ambiente marinho em sistemas: 

- Bentônico: é o habitat dos substratos submarinos, quer sejam artificiais, naturais, biológicos ou não-vivos; os organismos que colonizam estes substratos, seja durante toda sua existência ou somente em uma fase do ciclo de vida, são denominados coletivamente bentos; abriga a maior parte da diversidade biológica dos oceanos, além de ser o destino final dos poluentes que são lançados nos mares pelo homem.




- Pelágico: compreende o domínio das massas d’água, colonizado por organismos planctônicos e nectônicos, ou simplesmente plâncton e nécton; abriga os principais produtores primários dos oceanos e a maior parte do pescado capturado pelo homem.